sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Cinema - Resenha de "Terremoto - A Falha de San Andreas"

Sinopse: Um terremoto atinge a Califórnia e faz com que Ray (Dwayne Johnson), um bombeiro especializado em resgates com helicópteros, tenha que percorrer o estado ao lado da ex-esposa (Carla Gugino) para resgatar a sua filha Blake (Alexandra Daddario), que tenha sobreviver em São Francisco com a ajuda de dois jovens irmãos.

Resenha: "Terremoto - A Falha de San Andreas" é um típico filme americano tendo como a temática catástrofe natural, porém, é uma produção recente e que chamou bastante minha atenção quanto aos efeitos e sua produção na totalidade. 

O personagem principal Ray (Dwayne Johnson) é um profissional especializado em resgates através de helicópteros, possui uma filha que se chama Blake, e é separado de Emma (Carla Gugino), mãe de Blake.  A região da Califórnia começa a sofrer grandes tumores, e a falha de San Andreas se compromete bastante, promovendo assim, uma grande catástrofe que afetará a vida de milhões de pessoas, principalmente em São Fransisco e Los Angeles.

É um longa que prende a atenção da pessoa que assiste pelo simples fato de possuir ao longo da atração, efeitos e momentos intensos, radicais e muito bem feitos. É interessante também analisar a relação entre Ray e Emma, que se encontram separados no início, e no final, o desastre ocorrido acaba por aproximá-los.

Recomendo o filme para quem gosta de muita aventura e adrenalina. Espero que Brad Peyton possa dirigir outros filmes como fez com esse. Aguardando novas atrações de indústrias cinematográficas do mundo inteiro que prenda minha atenção assim como "San Andreas" fez.


Confira abaixo algumas informações a respeito do longa-metragem:

Lançamento: 28 de maio de 2015.

Orçamento: US$110 milhões.

Bilheteria Mundial: US$468,5 milhões.

Diretor: Brad Peyton.

Produção: Beau Flynn, Hiram Garcia e Tripp Vinson


Espero que tenham gostado da pequena resenha, e peço que comentem no post a respeito do filme, se viu ou que queira ver. Abraços.


Por Lucas Afonso de Souza.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Textos alheios - "Tudo a ver"


Roberto Freire



Tudo a ver

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco, você levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela, ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Sivuca. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim. Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais.

Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.

Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém, adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é.


Por Roberto Freire.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Divulgação do Livro - "Horror na Colina de Darrington"

Olá leitores!


Fonte: Blog Café Literário (http://cafeliterari-o.blogspot.com.br/2015/07/horror-na-colina-de-darrington.html).

Venho hoje divulgar aqui um excelente trabalho que foi desenvolvido por uma pessoa muito dedicada, determinada e talentosa. Marcus Vinícius escreveu o livro "Horror na Colina de Darrington", lançado no dia 30 de outubro de 2015 no Rio de Janeiro e apresenta uma literatura inovadora, composta por uma narrativa envolvente e provocativa. Para quem gosta de ler terror, suspense e doses de muito mistério, convido-lhes para embarcar nesta incrível história de Ben Simons: fantástica, verossímel e muito bem escrita. Para que vocês possam ter acesso ao livro, colocarei abaixo o link da obra no Wattpad, e os links de venda do livro.

Lançamento do livro (Fonte: Perdidos na Biblioteca).






Não percam minha resenha da história que será publicada no Blog em breve!



Por Lucas Afonso de Souza.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Textos alheios - "Lição de vida"


Chico Xavier



Lição de vida


Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,
mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que eu não perca a VONTADE DE VIVER,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...
Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas...
Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.
Que eu não perca o EQUILÍBRIO,
mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que eu não perca a VONTADE DE AMAR,
mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim...
Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR,
mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo,
escurecerão meus olhos...
Que eu não perca a GARRA,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...
Que eu não perca a RAZÃO,
mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA,
mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu...
Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO,
mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos...
Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER,
mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos
e escorrerão por minha alma...
Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA,
mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.
Que eu não perca a vontade de SER GRANDE,
mesmo sabendo que o mundo é pequeno...
E acima de tudo...
Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente,
que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um
é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois....
A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS
E CONCRETIZADA NO AMOR!


Amorosamente,
Francisco Cândido Xavier.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Reflexão - O caminho incerto da humanidade




Texto reflexivo - O caminho incerto da humanidade


Se associar o modo como era a vida há alguns anos atrás com a realidade do “agora” será percebido que os moldes que constitui a sociedade mudaram de forma drástica e radical. O ser humano é o indivíduo que ainda não descobriu o caminho certo e coerente, sendo isto uma proposição generalizada.

As rupturas e desgastes desvelados no meio social em algumas comunidades servem para justificar o que foi afirmado acima. O ambiente social encontra-se na precariedade abusiva, onde artefatos de criação humana ou mesmo o tão mencionado “capital” valem mais do que a vida de um indivíduo.

São absurdos sobrepostos em absurdos, superficialidades inseridas na realidade, abusos com a imagem de pessoas, corrupção, desgastes no meio familiar. Todos os efeitos citados advindos de principalmente de invenções humanas supérfluas, ganância pelo poder, status e niilismo no parâmetro social. Assim, a humanidade promove mais um passo regresso, partindo rumo a um “abismo desconhecido” ou futuro composto pela incerteza.

Qualidades ou características positivas não são mais vistas nos olhos das pessoas, tampouco, em suas consciências. O rompimento das relações sociais pacíficas, desagregação de valores, ausência de ética e repeito e a desumanização se tornam frequentes na atualidade. A humildade, amor ao próximo e a honestidade acabam por receber a declaração de extinção no ânimo das pessoas que vivem mergulhadas na imoralidade. Todavia, uma minoria ainda possui essas qualidades, e o que se deve desenvolver, é a transformação deste grupo menor a um maior. É preciso promover paz, amor e solidariedade.

Vale ressaltar que a luta não está perdida, basta enfim, que cada ser tenha consciência da valorização da vida e dos bens humanos que a mesma proporciona. Os homens terão que aprender a conviver com suas criações, suas tecnologias. Aprenderem a serem seres humanos, a respeitar, ajudar e apoiar o próximo. O destino da humanidade está em sua própria mão. O conjunto social deve escolher entre a vida do bem comum ou viver como uma espécie que promoverá sua própria extinção.


"Faça o bem em função do bem e não em razão das vantagens que ele envolve" - Sócrates.


Por Lucas Afonso de Souza.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Vídeo - Curtametragem "Eu não quero voltar sozinho"

Olá galera.

Confiram abaixo o curta "Eu não quero voltar sozinho" que originou o filme "Hoje eu não quero voltar sozinho". A temática retrata a homossexualidade no meio social e traz consigo uma excelente produção. Simples, porém, objetiva. Gostei bastante tanto do curta quanto do filme, e penso em resenhar o filme no Blog para quem ainda deseja vê-lo. Espero que gostem!






Informações


Sinopse: A vida de Leonardo, um adolescente cego, muda completamente com a chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana e entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel.

Elenco: Ghilherme Lobo (@GhiLobo), Tess Amorim (@TessCoelho), Fabio Audi (@Fabio_Audi).

Roteiro e Direção: Daniel Ribeiro (@danielribeiro).

Produção Executiva: Diana Almeida (@DiAlmeida).

Fotografia: Pierre de Kerchove.

Direção de Arte: Olivia Helena Sanches.

Montagem: Cristian Chinen.

Edição de Som: Daniel Turini e Simone Alves.

Trilha Sonora: Tatá Aeroplano e Juliano Polimeno.

Produção de Elenco: Alice Wolfenson e Danilo Gambini.


Por Lucas Afonso de Souza.


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Crônicas - "O milagre das folhas" e "Vida natural"


Clarice Lispector



O milagre das folhas

Não, nunca me acontecem milagres. Ouço falar, e às vezes isso me basta como esperança. Mas também me revolta: por que não a mim? Por que só de ouvir falar? Pois já cheguei a ouvir conversas assim, sobre milagres: “Avisou-me que, ao ser dita determinada palavra, um objeto de estimação se quebraria.” Meus objetos se quebram banalmente e pelas mãos das empregadas. Até que fui obrigada a chegar à conclusão de que sou daqueles que rolam pedras durante séculos, e não daqueles para os quais os seixos já vêm prontos, polidos e brancos. 

Bem que tenho visões fugitivas antes de adormecer – seria milagre? Mas já me foi tranquilamente explicado que isso até nome tem: cidetismo, capacidade de projetar no campo alucinatório as imagens inconscientes. Milagre, não. Mas as coincidências. Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada. Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos.

A incidência da linha de milhões de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo. Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza.


Vida natural


Pois no Rio tinha um lugar com uma lareira. E quando ela percebeu que, além do frio, chovia nas árvores, não pôde acreditar que tanto lhe fosse dado. O acordo do mundo com aquilo que ela nem sequer sabia que precisava como numa fome. Chovia, chovia. O fogo aceso pisca para ela e para o homem. Ele, o homem, se ocupa do que ela nem sequer lhe agradece: ele atiça o fogo na lareira, o que não lhe é senão dever de nascimento. E ela – que é sempre inquieta, fazedora de coisas e experimentadora de curiosidades – pois ela nem se lembra sequer de atiçar o fogo: não é seu papel, pois se tem o seu homem para isso. Não sendo donzela, que o homem então cumpra a sua missão.

O mais que ela faz é às vezes instigá-lo: “aquela acha”, diz-lhe, “aquela ainda não pegou.” E ele, um instante antes que ela acabe a frase que o esclareceria, ele por ele mesmo já notara a acha, homem seu que é, e já está atiçando a acha. Não a comando seu, que é a mulher de um homem e que perderia seu estado se lhe desse ordem. 

A outra mão dele, a livre, está ao alcance dela. Ela sabe, e não a toma. Quer a mão dele, sabe que quer, e não a toma. Tem exatamente o que precisa: pode ter. Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja.


Por Clarice Lispector.


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