terça-feira, 16 de agosto de 2016

Reflexão - A sutileza que se faz intensamente presente

Há muito que quero discorrer aqui no Blog sobre este assunto que é tema do texto reflexivo de hoje. Somente com o título vocês já sabem do que falarei? Bem, talvez fique difícil, mas a tarefa de interpretação é muito fácil e vocês captarão a mensagem que aqui quero transmitir com tranquilidade. Espero de coração que saibam evidenciar as palavras que serão escritas com pertinência, atenção e que as guardem consigo.

Foto de paisagem natural do estado de Minas Gerais (Foto por Daniela Figueredo).

Nossa rotina cansativa e desgastante nos faz vivermos em constante automatização. Despertador, olhos abertos já cansados de uma noite mal aproveitada de descanso devido ao árduo trabalho do dia que se passara demoradamente. Ao se levantar, notamos que o nosso corpo assim como a mente já estão debatidos, atordoados e talvez, quem saiba, com medo do dia que está por vir. Mas, medo de quê?! provavelmente estejam se perguntando, talvez medo das consequências de mais um dia de trabalho que cansa pesadamente a alma e a integridade psico-física do ser.

Quando, no carro, a situação caótica do trânsito se faz presente, a cabeça entra em um diário colapso, sons irritantes entram e saem do sistema auditivo sem mesmo o ouvido ter percebido o ruído. Algo de tão costumeiro que seja que adormece a sensibilidade do órgão, provocando surdeza aos problemas da sociedade contemporânea. 

Mas, o que quero chegar com este início de rotina de uma pessoa que possivelmente mora em um grande centro urbano? Podemos transpor a ideia de rotina a todas as pessoas, que vivem em lugares distintos, em variadas localidades. Pretendo com este texto dar atenção ao que se encontra em nossa volta, no que tange à natureza, ou eventos naturais que ocorrem diariamente sem que percebemos a graciosidade e beleza em que os mesmos promovem.

É possível retirarmos desses elementos: céu, paisagens naturais, o amanhecer, o crepúsculo, as nuvens, a noite, enfim, de tudo isso podemos tirar paz. Sim, uma paz abstrata, que nos faz amenizarmos nossas tensões e angústias acumuladas e espairecermos nossa mente. Precisa-se que o homem moderno saiba conduzir sua vida em consonância à busca de saúde tanto para seu corpo quanto para sua alma. 

Nada como a apreciação de um pôr do sol seja entre altos e opressores prédios de concretos, em horizontes sem fim de litorais, ou mesmo entre as pequenas montanhas do campo. Essa apreciação é gratuita, não requer capital aplicado, e nos faz bem, basta querermos. Ao olhar, não mire simplesmente seus olhos ao evento e deixe sua mente retraída, é preciso que haja uma abertura. Abertura de sua mente ao esquecimento dos distúrbios da vida atribulada e cheia de problemas. Um entorpecimento mental capaz de gerar paz e harmonia em seu ânimo.

Procure fazer sempre isso, quando possível, passo algum tempo admirando e apreciando eventos como esse. Proporciona-me paz, causa-me tranquilidade para o distanciamento das crueldades das quais entro em contato todos os dias.


Por Lucas Afonso de Souza.


2 comentários:

  1. Amei!!! Excelente texto, Lucas.
    O sutil está perdendo espaço. Cabe a nós não deixar isso acontecer.

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  2. Muitíssimo obrigado Danny! Bom apontamento.

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