terça-feira, 17 de maio de 2016

Reflexão - A música no palco da diversidade

Fonte: blogconsultoria.natura.net
Hoje tratarei em discutir sobre um assunto que sempre está em nosso entorno, de alguma forma. Provavelmente ele já foi tema de alguma conversa ou mesmo de um programa de televisão no qual você assistiu. A música é uma manifestação cultural, importantíssima para a sociedade, e que expressa nuances de povos e grupos, peculiaridades de raças, características de vários tipos de culturas. É arte, porém há algum tempo em que ela se tornou um produto muito rentável para o que chamamos de Indústria Cultural. E este fato desagrega valor à produção musical de qualidade, digo isso não indo contra às músicas mais tocadas e vendidas, mas sim na falta de atenção que as músicas mais originais e elaboradas não possuem em relação ao público.

Partindo desta perspectiva, comentarei sobre a pluralidade de gêneros musicais existentes. É uma variedade extraordinária e que abrange grupos sociais discrepantes. Um pequeno exemplo para nós brasileiros é a diferença da cultura musical da cidade do Rio de Janeiro, onde um dos gêneros mais influentes é o funk com a cultura musical do estado de Goiás, representado majotariamente pelo sertanejo. E assim por diante, o Brasil que já é conhecido por sua diversidade étnica, é consequentemente palco de diversidade em diversos aspectos, como no meio musical. 

Fonte: www.eletromusica.com.br

Esta grande diferença pode ser vista como algo muito positivo: a presença de uma diversidade assim pode nos colocar como nação rica em cultura, em produção artística partindo de diversos tipos de produções. Entretanto, esta proposição não passa da teoria, pois há pessoas que ainda insistem em comparar e julgar o gênero musical alheio, provocando confrontos e desavenças por causa de algo que era para proporcionar harmonia e manchando a imagem do Brasil como centro de convívio entre culturas dissonantes.

O que era para ser uma atividade de interação e entretenimento se torna propensa a receber parcelas de violência e agressões, tanto a um indivíduo quanto a grupos inteiros. A ideia do respeito ao próximo, independentemente de onde ele vem, o que escuta e como se veste é uma das saídas para amenizarmos este preconceito enraizado em muitos indivíduos. É preciso conceber a música, independente do seu gênero e de onde esteja sendo tocada, como uma oportunidade de compartilharmos as diferenças entre sociedades, as diferenças entre os seres humanos.

Fonte: radioboanova.com.br
Obviamente, se você realmente não tem interesse em vivenciar a cultura do outro através da música, seja livre, neste aspecto o ser humano é livre. Todavia, esta liberdade em não experimentar a música de alheios é acompanhada por uma palavra chave, a tolerância. Tolerar o que não é agradável a você é uma ação de respeito. Não julgue, não provoque o preconceito por conta da música, tolere, e se possível compartilhe o gosto musical do próximo. Assim, promoveremos certa harmonia entre grupos diferentes, contribuindo também para a redução de conflitos que dizem respeito a outros fatores, tais como a religião e os costumes.


Espero que vocês puderam entender a mensagem que propus com este texto. Respeite. Não custa, não machuca, somente agrega e contribui para se tornar uma pessoa melhor. Em um mundo, que possivelmente com essas contribuições significativas, tornar-se-á melhor.

Conto com a leitura e comentário de vocês não somente neste post, mas nos outros já publicados e também nas atualizações. Será muito bom ver a sua opinião em relação aos variados assuntos publicados no Blog para promovermos uma espécie de debate, na finalidade de produzirmos conhecimento através de uma plataforma online e gratuita.

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Por Lucas Afonso de Souza.


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